Projetada no Rio Jaguariaíva, entre os Municípios de Jaguariaíva e Sengés, estado do Paraná, a Pequena Central Hidrelétrica PCH BEIRA RIO tem seu barramento a cerca de 4.300m a jusante da casa de força da PCH Pesqueiro, nas coordenadas 24º05’49,5”S e 49º37’15,3’O. Várias pequenas quedas e corredeiras do rio propiciam o potencial hidrelétrico a ser aproveitado pelo empreendimento. O eixo da barragem estará a 51,20 km da foz do rio Jaguariaíva no rio Itararé, um afluente do rio Paranapanema, pertencente à grande bacia do rio Paraná. Este empreendimento teve seu Despacho nº 1.049, de 10 de maio de 2018, ajustando o Registro da Adequabilidade da PCH Beira Rio, pela ANEEL
Esta Pequena Central Hidrelétrica terá potência instalada de 18,15MW. Será formada por uma Barragem de enrocamento com Núcleo de Argila (ENA) de 295m de comprimento e 52m de altura, que represará as águas do rio Jaguariaíva na cota de El. 612,00m e operará em regime de fio d’água. Nesta cola de elevação estará a crista do vertedouro, em soleira livre, com 230m de extensão.
O represamento formará um reservatório de 85,50 ha, sendo 20,80 ha da calha do rio e 64,70 ha de área inundada efetivamente. Este reservatório, na vazão normal do rio, será formado em 19 dias. As águas do reservatório serão conduzidas ao sistema gerador através de um canal de adução de 250m, na margem direita do rio. Este canal será escavado em arenito e revestido de concreto, com perfil trapezoidal de 6,00m de base, começando na El. 612,00 m, chegando à El. 551,70m, onde encontra a câmara de carga. Esta estrutura, que injetará as águas no conduto forçado, terá 250m de comprimento. Sua função será a de suportar os transientes hidráulicos, das oscilações de massa induzidas pela operação das turbinas.
O conduto forçado terá 152m de extensão e 3,60m de diâmetro, bifurcado a 20 m da chegada à casa de força, onde passa a ter dois condutos de 2,60m de diâmetro.
Na casa de força serão instaladas duas máquinas geradoras tipo Francis com eixo horizontal, potência unitária de 8,5 kW. Com estas prevê gerar 10,93 MW med ou 95.746,80 MWh/ano. Depois de ceder sua energia cinética as águas desviadas serão devolvidas ao rio pelo canal de restituição, no nível El. 551,45m. A altura da queda líquida será de 59,27m. No corpo da barragem estará alocada a Casa de Força Secundária, aproveitando o potencial energético existente da vazão ecológica , com capacidade de verter 2,983m³/s, com um potencial instalado de 1,15 MW . Havendo uma estiagem que possa reduzir a vazão do rio, a geração terá que ser reduzida, mas sempre será mantida a ecologia do rio. Não haverá deplecionamento operacional.
Uma linha de transmissão (aqui chamada de Linha de Distribuição, em função de seu potencial) levará a energia até Sengés, entregando-a ao Sistema Interligado Nacional através da COPEL, Companhia Paranaense de Energia.
Em torno do reservatório estará a Área de Preservação Permanente – APP onde será mantida a vegetação natural de Cerrado, recuperando-se pequenas porções contaminadas por espécies exóticas. Esta área protetora abrigará a fauna que se refugia nas poucas matas ciliares do rio Jaguariaíva.
Uma Ponte de serviço, com caráter permanente, será edificada sobre o rio Jaguariaíva, interligando os imóveis de ambas as margens da Pesqueiro Energia S/A.
A Constituição do Estado do Paraná há uma cláusula que reconhece a importância de empreendimentos como este, gerando energia limpa e renovável, e recomenda incentivar sua implantação.
O Projeto Básico desta PCH foi desenvolvido pela empresa GEOENERGY ENGENHARIA, de Florianópolis/SC;